Eu comecei a falar sobre o glúten e como o assunto requer ainda mais explicação, continuo hoje com mais uma abordagem. O quadro clínico da doença celíaca se manifesta com e sem sintomas. No primeiro caso, há duas formas:

A clássica: É freqüente na faixa pediátrica, surgindo entre o primeiro e terceiro ano de vida, ao introduzirmos alimentação à base de papinha de pão, sopinhas de macarrão e bolachas, entre outros industrializados com cereais proibidos. Caracteriza-se pela diarréia crônica, desnutrição com déficit do crescimento, anemia ferropriva não curável, emagrecimento e falta de apetite, distensão abdominal (barriga inchada), vômitos, dor abdominal, osteoporose, esterilidade, abortos de repetição, glúteos atrofiados, pernas e braços finos, apatia, desnutrição aguda que podem levar o paciente à morte na falta de diagnóstico e tratamento.

Não clássica: Apresenta manifestações monossintomáticas, e as alterações gastrintestinais não chamam tanto a atenção. Pode ser por exemplo, anemia resistente a ferroterapia, irritabilidade, fadiga, baixo ganho de peso e estatura, prisão de ventre, constipação intestinal crônica, manchas e alteração do esmalte dental, esterilidade e osteoporose antes da menopausa.

Por que a dieta sem glúten é importante? A dieta sem glúten é o único tratamento possível para a doenças celíaca. O paciente celíaco que continuar ingerindo alimentos com glúten apresenta maior risco de desenvolver outras doenças, como doenças de tireóide, figado, rins, pele e até câncer. A dieta deve ser seguida para o resto da vida, sempre com a ajuda de um nutricionista para indicar a melhor dieta a ser seguida.

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