O jejum não é coisa atual, nem sequer da proveniente da ciência. Há milênios o jejum é praticado por diferentes civilizações e culturas e, em inúmeras religiões, é considerado uma prática sagrada. Esse costume milenar está associado à limpeza do corpo e da mente – está se tornando alvo de intensos estudos científicos.

No dia a dia, jejuar aumenta a capacidade de domínio de decisões e isso tem explicação científica. Uma vez que você diminui a quantidade de nutrientes metabolizados pelo intestino, você concentra o fluxo sanguíneo para o cérebro, oxigenando e ampliando a capacidade de manter o foco. Esse processo também é capaz de manter a vitalidade, constância da frequência cardíaca e a respiração.

Além disso, quando o organismo reconhece o jejum, as células se comunicam umas com as outras e tem a tendência de fazer uma poptose, que nada mais é a morte celular que regenera o organismo. Foi esse o tema do estudo do ganhador do Nobel de 2016, Yoshinori Ohsumi, que ganhou repercussão no mundo todo e abordou o jejum intermitente. Esse processo também ajuda na queima de gordura e é indicado e praticado por muitos que querem fazer manutenção do peso após um processo de emagrecimento.

Quando nos remetemos ao jejum relacionado ao espírito, logo lembramos que a Bíblia está cheia de menções ao jejum. Fala não apenas de pessoas que jejuaram e da forma como o fizeram, mas infere que nós também jejuaríamos e nos instrui na forma correta de fazê-lo. Ao jejuar, o indivíduo demonstra obediência e reverência à Deus, já que Ele próprio nos orienta a busca-lo em jejum e oração.

O próprio Jesus praticou o jejum, e lemos em Atos que os líderes da Igreja também o faziam. Registros históricos revelam que o jejum continuou sendo observado como prática dos crentes muito tempo depois dos apóstolos. O jejum, portanto, deve ser parte de nossas vidas e praticado de forma equilibrada, dentro do ensino bíblico.

Dra. Juliana Lobato

CRM-MT 6918

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